
Eu mesmo?
Reparei que a pessoa do segundo semestre no ano passado não era o verdadeiro “eu”. Tudo bem, parecidíssimo, o mesmo brincalhão, o mesmo sorridente e mesmo sonhador. Mas sei lá, sinto que estou voltando aos conformes, sou como a maior parte da população, tenho sonhos, vontades e também dores.
Semestre passado fui um pequeno reflexo do futuro, ficando sozinho com amigos, festejando sem hora, sem compromissos e o que matou mais a minha mente “achei que tivesse cabeça para viver uma vida plena”, esse foi o maior erro, ainda dependo da opinião de quem admiro. Acho que todos precisam de uma aprovação de terceiro, estamos neste mundo para agradar o próximo, isso de agradar a si mesmo é baboseira. Para que iríamos fazer as coisas se não para provocar a adminiração e causar inveja para eles?
Sim, não vejo errado o motivo de causar inveja, existem dois tipos: a construtiva e a destrutiva. Não sei qual é a melhor ou pior, se você está com uma inveja de alguém, corra atrás e consigo com méritos próprios que essa pessoa sinta orgulho de ti. Terás dado uma volta de cento e oitenta graus e se sentirá ótimo e saber que deu o melhor e conseguiu, superou barreiras, superou limites, pulou obstáculos.
Esqueci de que era um jovem, ainda sou, mas nessa época, eu pensava que era rei. Tudo bobagens, coisas ingênuas. Tanto errei que os resultados negativos chegaram. Como aquele antigo ditado “O Castigo Vem À Cavalão”, e veio.
Sinto orgulho de ter percebido o problema e estou a caminho certo, o rumo é este. Através dos erros que aprendemos os acertos. Custa, mas aprenderemos! Essa é a maravilha dos seres-humanos, somos animais capazes de aprender com as dificuldades, digamos que a natureza foi mais gentil com nosso cérebro!

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